segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

ICEJ realizou a exposição Trem das Cores - Lik Mostra Sua Arte



O ICEJ contou também com o apoio da Prefeitura Municipal de Guaxupé





A cantora Marcia Tauil visitou a exposição da colega Lik



A professora Any e o artista plástico Jesuíno Ribeiro também estiveram presentes:




Algumas obras que estiveram expostas:


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

ICEJ promoveu a apresentação de documentário sobre Marcos Noronha


Marcos Antonio Noronha
Por Edson Dias Leite
(Colunista do Jornal da Região (Guaxupé/MG)/artigo publicado em 04/12/2009)

Conheci Marcos Antonio Noronha na antiga FAFIG (Faculdade de Filosofia). Ele era o Diretor e eu trabalhava na Tesouraria. Era uma ótima pessoa: capaz, confiável, compreensivo e humano. Todos o admiravam e respeitavam, ainda mais por causa do seu passado recente, em que renunciara ao confortável cargo de Bispo da Igreja Católica por discordar de diretrizes da Organização. Minha mãe e meu pai o conheciam de longa data, pois eram católicos fiéis, e ele fora ordenado padre e consagrado bispo em Guaxupé. Apesar de ser natural de Areado, Guaxupé o tinha como um filho da terra e a população da cidade vibrava com a ascensão na carreira eclesiástica, isso numa época em que os feitos da espécie eram muito valorizados.

Eu não era religioso e as contestações típicas da juventude me mantinham afastados das atividades da fé. Por isso, tinha pouca informação sobre a vida do "Padre Marcos" ou do "Dom Marcos", as outras formas pelas quais ele também era chamado. Sabia um pouco sobre o Marcos, ou "O Diretor", e tal conhecimento bastava. Era suficiente para despertar respeito e admiração.

Na semana passada, assisti no Cine 14Bis à exibição do documentário "Em Nome do Povo", sobre a vida de Marcos Noronha. Confesso que fiquei admirado com o tamanho do personagem. Sabia, por alto, que Dom Marcos havia deixado a Igreja por se achar desiludido com o fracasso na implantação dos princípios do Concílio Vaticano II, do qual participou e era um entusiasta, mas desconhecia as dificuldades e perseguições que enfrentou por parte do regime militar e do conservadorismo sacerdotal.

Marcos e outros religiosos renovadores frequentaram as listas de vigiados políticos da ditadura. Por outro lado, boa parte do clero olhava com desconfiança a atuação desses pastores voltados para os pobres e humildes, que pregavam o reino dos céus, mas igualmente uma vida digna na terra. Sua atuação à frente da Diocese de Itabira seguia nessa linha e, por certo, contrariou interesses.

Vale a pena ver o filme. É simples, direto. Conta a vida de um homem íntegro, de princípios, através de imagens recuperadas e de entrevistas com parentes e amigos próximos. Vi outros depoimentos após a sessão de exibição do docuumentário. Foram declarações espontâneas, emocionadas, até divertidas, mostrando que ainda sabemos pouco sobre Marcos Noronha.

Não falei sobre ele, mas bem que poderia. Marcos foi meu padrinho de casamento, mais precisamente de minha esposa. Ela também trabalhava na FAFIG e quando o convidou, perguntou-lhe se aceitava ser testemunha, apesar de ela ser espírita. Marcos nem titubeou. Abriu um grande sorriso e, certo de que pairava acima das classificações e divisões humanas, disse que sim: "Com prazer. Fico muito feliz". Marcos Noronha era mesmo um espírito elevado.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

55º Feira do Livro - Porto Alegre (08/11)

Silvinha, diretora do ICEJ, aproveitou as maravilhas do Livro na simpática Feira do Livro de POA, especialmente neste encontro que teve com Tânia Martinelli, Daniela Ramalho e o "queridíssimo" Celso Sisto.

Conhecer a Chiquinha, famosa contadora de histórias de Viçosa, foi um prazer imensurável.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

ICEJ realizou a exposição de Arte de Jesuíno Ribeiro

Este ano, o Instituto Cultural Elias José realizou uma belíssima exposição do artista plástico guaxupeano Jesuíno Leite Ribeiro, que aconteceu de 13 a 20 de novembro, no foyer do Teatro Municipal de Guaxupé/MG.

Foram expostas 26 obras em acrílico sobre tela, onde o foco foram as figuras, o ambiente e as paisagens de Guaxupé.

Jesuíno tornou-se um artista de mérito, com cursos de aperfeiçoamento na Europa e registrou várias eposições depois de formado pela Escola Nacional de Belas Artes de Minas Gerais, em Belo Horizonte, e depois na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.

Foi professor no Instituto Central de Artes da Universidade de Brasília. Possui obras na Alemanha, em Roma, nos Estados Unidos dentre outros países.

Algumas obras do Jesuíno Ribeiro expostas no Teatro Municipal de Guaxupé:




Mais um livro novo do Elias!!


Já saiu o mais novo livro do Elias, pela Ed. Paulus: Escola: Morada do Inventor e outros contos de escola. Pode ser adquirido AQUI.

Neste livro, Elias José reuniu contos com sugestivas metáforas sobre escola e educação, que apontam para a escola de seus e nossos sonhos e ideais: uma escola lúdica, estimulante, criativa, que valoriza a literatura, com boa interação entre professores, alunos famílias...
Uma escola onde todos se sentem envolvidos e o aprendizado acontece com prazer.

A Profª Maria Alaíde, da Escola Estadual Dr. Benedito Leite Ribeiro (Guaxupé/MG) fez uma belíssima apresentação que consta na pág. 06 do livro. Segue abaixo a transcrição desta:

Você ficará sempre em nosso coração

Elias José, um professor que me ensinou a enxergar a beleza da poesia!

Por meio de suas palavras, ensinou muita gente "a voar", e com o jogo sonoro delas encantou não só crianças, mas também adultos.

Como diretor, ensinou aos professores a arte de ensinar. Nunca lhes negou um pedido quando sabia que ele se destinava aos alunos, e se sabia que não era dessa forma mostrava com delicadeza um outro caminho.

Soube administrar uma escola enorme com eficiência e sempre dava jeito de fazer sobrar um dinheirinho para os professores fazerem cursos.

Como ser humano, sempre com seu sorriso largo, tratava gentilmente as pessoas que o procuravam.

As crianças o admiravam, ouvindo histórias que ele sabia contar como ninguém.

Mostrou a beleza da literatura para todos e em todo lugar pelo qual passava. Mostrou aos educadores a beleza que existe na leitura e na arte de "contar história", que lhe foi passada pela avó.

Aprendeu a gramática através da leitura, deixando-nos um grande exemplo da força das palavras.

Viveu com toda a grandiosidade das palavras e fez o que mais queria quando se aposentasse: viajar, e nas viagens teve o prazer do encontro com seus muitos leitores em manhãs e tardes de autógrafos, congressos, oficinas, palestras, feiras de livro...

Então, ficamos felizes por ele. A vida soube lhe agradecer o que deixou para nós.

Elias já não está conosco, foi contar suas histórias em outros lugares, mas ficamos com um grande legado: a sua obra. Ela continua, e assim mais crianças e pessoas aprenderão com ela a viver, a voar, a sonhar.

Passar, perpetuar a beleza da su obra é a forma de agradecer a ele.

Elias querido, que falta você me faz! Você ficará sempre em nosso coração.


Maria Alaíde

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Incentive a Leitura

“Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história.”

Bill Gates


Visita da Escola do CAIC


O CAIC é um Centro de Atendimento Integral à Criança constituído de vários subprogramas.
A Escola Municipal Wagner Ribeiro Macêdo é mantida pela Prefeitura Municipal e desenvolve suas atividades sob a Coordenação do Departamento Municipal de Educação e sob a Inspeção da 35ª Superintendência Regional do Ensino de São Sebastião do Paraíso/MG.

No dia 02 e 03 de setembro os alunos do primeiro ano vieram fazer uma visita ao ICEJ.


A criançada se divertiu com as histórias contadas pelo grupo de teatro e cantaram e dançaram muito!!


Conheceram um pouco mais sobre a vida e a obra do escritor Elias José e leram muitos livrinhos na nossa Biblioteca também.

Um agradecimento especial para a Diretora Maria Angela Saher de Castro Ribeiro e para as professoras que trouxeram esta turminha: Carmem Lúcia Bento, Fernanda Mª Santos Coelho, Carla Regiane da Silva A. Ribeiro e Márcia Cristina Guercia.

Para saber mais sobre o CAIC de Guaxupé clique aqui

ICEJ com nova parceria



Na semana passada o ICEJ retomou suas atividades em parceria com uma turma de Teatro formada pelo Instituto 14 Bis de Educação e Cultura. São cinco profissionais muito animadas que irão apresentar o ICEJ e a obra do escritor Elias José.


As visitas agendadas neste semestre terão uma sessão de Contação de Histórias com os bonecos-personagens, conhecerão um pouquinho mais das poesias rimadas e visitarão a biblioteca com os livros do Elias e mais de 1000 outros títulos do nosso acervo.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tempo de Ardente Aprendizagem


Na ocasião do lançamento de Tempo de Ardente Aprendizagem, recordamos também o primeiro ano de partida de nosso amigo Elias José para outra dimensão. Nesse mês também, dia 25, é seu aniversário natalício. Essa reunião de datas reveste-se de um significado especial: mostra-nos que o Elias José não morreu, está vivo em sua obra, incluindo uma obra nova, recém publicada e outras em preparação. Pode até ser que nem todos acreditem como eu, que a vida continua em outra dimensão, mas mesmo quem não acredita, não pode negar que ele está imortalizado em sua obra e na memória agradável que ele deixou em nossos corações. É ótimo que nessa data de um ano de partida, e de aniversário de nascimento estejamos lançando um novo livro dele, porque isso afasta o lamento e a tristeza de não termos mais ele aqui e alivia a saudade. Sobretudo, nos faz vibrar de alegria como ele vibrava quando saia cada novo livro seu. Prezando a literatura como sabemos que ele prezava, a melhor maneira de prestarmos homenagem a ele é lendo, divulgando e festejando a sua obra, como os muitos amigos do Elias em Guaxupé estão fazendo esta noite. Gostaria muito de estar aí com vocês, vivenciando esse momento no qual com certeza o Elias está tão presente, mas infelizmente um compromisso irremovível não permitiu. Agradeço de todo coração o convite afetuoso da nossa querida Silvinha e uno-me a ela, aos filhos e a todos vocês nessa homenagem.

Nas entrelinhas do Tempo de Ardente Aprendizagem podemos encontrar muito do Elias e de sua experiência de vida. O leitor atento que o conhecia verá que entre as muitas criações da imaginação há aqui e acolá toques autobiográficos, como por exemplo, no conto “Um escritor na televisão”, no qual o Elias faz uma crítica à forma como a assim chamada mídia trata a literatura e os escritores de verdade. A falta de atenção da mídia à literatura, seu pouco empenho na difusão da cultura literária e a falta de incentivo à formação de leitores, o próprio Elias sentiu na pele. Mas isso não o impediu de fazer uma belíssima trajetória e de divulgar a literatura nos mais diversos recantos desse país. O Elias era um caixeiro viajante da literatura e tinha um imenso prazer em fazer isso e uma disposição que me chamava à atenção. Até os últimos meses de sua presença física em nosso meio ele foi incansável nessa missão.

Mesmo nos contos que são pura ficção podemos encontrar entre uma linha e outra o Elias nos olhando, nos falando, expressando seu jeito de viver e de amar, suas críticas sociais, sua afeição pelo ser humano, sua sensibilidade nas relações humanas, seu gosto pela vida. Portanto, ler alguns ou todos os contos desse livro é usufruir mais um pouco da presença do Elias em nossa vida.

Os contos são narrativas literárias curtas que dão o seu recado em reduzido número de páginas. A vida humana também é curta, a gente faz de tudo para prolongar. Certamente, se dependesse de nossa vontade, pessoas boas como o Elias permaneceriam para sempre ao nosso lado fisicamente, ou pelo menos 200 anos, como personagem de um dos contos do livro, “O homem videterna”. Mas a vida cumpre seu ciclo. Feliz de quem como o Elias deu um belo recado para a humanidade com sua vida e com o que fez, esses têm uma vida plena de sentido, uma vida que não se apaga. Assim foi o Elias, aquele que abriu de verdade para mim e para tantos as portas da literatura e da poesia. Sua memória é para mim uma suave poesia, algo que me eleva, e tenho certeza que também o é para muitos aí em Guaxupé e para os diversos amigos espalhados por todo o Brasil e para os milhares de leitores que ele ajudou a voar nas asas de seus livros.

Minha eterna gratidão ao Elias, aos familiares; para mim foi sempre tocante a maneira como ele amava profundamente essa família, a quem dedicou a maioria de seus livros. E meu abraço a todos os presentes.

Jakson Ferreira de Alencar

Editor de literatura infantil e juvenil – PAULUS Editora

Cantiga de Amigo

Para Elias José...

Partiste para plagas tão distantes
Que só meu coração acompanhar-te pode

Não queria, amigo meu, vir a enganar-te,
Mas tua ausência acompanha-me por toda parte.

E dentro de meu peito a chama arde
Desse ir-se sem ao menos avisar-me.

E quanto mais os dias passam dias
Tua presença em mim mais aumenta a cada dia.

E quanto mais a lamentar-te eu me lamente,
Mais o lamentar-me em mim é mais presente.

E quanto mais a tua ausência eu a lamente
Mais a cada dia a tua ausência é mais presente.

Aristides Torres Filho - Rio de Janeiro - Inverno de 2009.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Galeno se emociona com homenagens e cita o ICEJ

Elias é homenageado no COLE

O que é o COLE?

O COLE (Congresso de Leitura do Brasil) acontece em Campinas desde 1978. No transcorrer de seus 30 anos, o evento conseguiu, além de credibilidade e respeitabilidade, uma grande projeção nacional no debate da leitura em nosso país, principalmente da leitura escolarizada.

Com periodicidade bianual instalada a partir de 1981, o COLE reúne e aproxima diferentes profissionais nacionais e estrangeiros ligados ao universo do livro e da leitura como espaço de reflexão e socialização de experiências, de produção e divulgação de pesquisas e projetos educativos, de aprofundamento e entendimento das práticas culturais, de atuação e incentivo a políticas públicas.

Nesta 17ª Edição do COLE, o artista plástico e ceramista campineiro, Afrânio Montemurro, criou e executou peças em cerâmica, inspiradas no projeto sementes.


“Criei peças para quatro homenageados: Affonso Romano de Sant’Anna, Bartolomeu Campos Queirós, Elias José (in memorian) e Haquira Osakabe (in memorian).

Escolhi a forma-semente pela simbologia relativa ao trabalho de semear leitura e conhecimento. Dentro de cada semente, coloquei algumas bolas-de-gude que, quando movimentadas, produzem sonoridade. Além disso, cada bolinha, com sua transparência, luminosidade e cor mimetiza os embriões necessários ao processo criativo.”

(Afrânio Montemurro – julho-2009)

Para saber mais clique AQUI